Impeachment: palavras apenas não convencem

Impeachment: palavras apenas não convencem

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Impeachment: palavras apenas não convencem

É claro que os brasileiros não mereciam estar passando por um momento como este, de estar destituindo do Poder a pessoa em quem confiou o comando do país. Como a própria Dilma Rousseff faz questão de frisar, foram 54 milhões de votos. Votos estes conquistados tendo como “pano de fundo” uma farsa ou, na melhor das hipóteses, a omissão. Foi vendida ao povo, a ideia de um Brasil irreal. Faltou verdade, faltou transparência para lidar com a crise econômica. Crise esta que acabou se agravando, quando o governo Dilma continuou gastando recursos que não tinha e contraindo empréstimos com bancos públicos. O resultado é este: a maior crise econômica da história deste país. Em discurso de 46 minutos, em defesa própria no julgamento do impeachment no Senado, Dilma Rousseff replicou que é alvo de um "golpe de estado" e que todo este processo pode agravar a crise brasileira. Mas como falar de agravamento, se esta crise foi protagonizada pelo seu próprio governo? Ao se colocar na condição de vítima, Dilma Rousseff preferiu ignorar ou não admitir que o seu governo foi responsável por 12 milhões de desempregados no país, por 60 milhões de brasileiros com contas atrasadas e com uma perda média de 5 por cento da renda dos trabalhadores. Neste momento, os olhos do mundo estão voltados para o Brasil. Há poucos dias, o foco era positivo. Eram as Olimpíadas. Agora, é o auge da crise política enxertada de várias nuances, que passam pelas “pedaladas fiscais” e vão até a operação Lava Jato. A honestidade pessoal de Dilma nunca foi posta em causa, mas é fato que a então presidente convivia com esse sistema político que ninguém duvida que seja corrupto. O peso da crise externa foi levado por Dilma Rousseff em tabelas ao plenário, na tentativa de justificar o injustificável, porque é proibida a aprovação de créditos adicionais sem prévia aprovação do Legislativo. Está na Constituição. Dilma assim o fez. Cometeu, de fato, crime de responsabilidade, comprovado pela denúncia, e ainda assim se considera injustiçada. Dilma usou parte do tempo que teve para responder aos senadores, atacando a política econômica defendida pelo governo Temer. Não é verdade que se debata a estipulação de idade mínima de 70 ou 75 anos aos aposentados; não será extinto o auxílio-doença; não será regulamentado o trabalho escravo; não há privatização do pré-sal e não se cogita revogar a Consolidação das Leis do Trabalho. Essas e outras inverdades foram atribuídas de forma irresponsável e leviana ao governo Temer. Infelizmente, Dilma Rousseff preferiu desperdiçar parte do seu tempo de defesa para atacar. Dilma Rousseff também apelou para o emocional. Disse que já esteve perto da morte por duas vezes: quando foi presa, na ditadura militar, e quando tratou um câncer, em 2010. Ela afirmou que, agora, não teme a própria morte, mas a morte da democracia. O medo e o desespero levam ao desequilíbrio, mas a racionalidade mostra que, ao contrário, neste momento, a democracia está se fortalecendo. Dilma, em determinado momento, afirmou que não estava lutando pelo seu mandato por vaidade ou apelo ao poder como é próprio dos que não têm caráter. Ressaltou que lutava pelo povo, pelo seu bem-estar. Pena, que isso não foi pensado, muito menos feito antes. Palavras apenas não convencem. A última batalha termina. Como destacou o jornal espanhol “El País”, Dilma conseguiu atingir o “triste objetivo de sua própria defesa”: “deixar para os historiadores um precioso discurso inútil”. O princípio do contraditório e da ampla defesa foi cumprido. Os últimos episódios serão parte da história deste país, mas é hora de virar a página e unirmos as forças políticas. Precisamos de uma base parlamentar sólida para avançar com as reformas necessárias e vencermos a crise. Vamos trabalhar para fazer da esperança, realidade. Vinicius Carvalho Deputado Federal
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