O grave problema da inadimplência

O grave problema da inadimplência

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O grave problema da inadimplência

A inadimplência constitui uma das vertentes mais dramáticas do desarranjo financeiro que os brasileiros estão experimentando, por força do desemprego, da inflação e dos juros altos. As pessoas não estão conseguindo pagar despesas básicas, honrar compromissos, manter em ordem o orçamento. Quase 40% da população, 39,6%, para ser preciso, estão com as contas atrasadas, o que representa algo como 58,7 milhões de pessoas, em idade que vai dos dezoito aos 95 anos. A crise, como se vê, não escolhe faixa etária. Os números são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, e a realidade pode ser ainda mais cruel do que parece, se levarmos em conta que as renegociações dos devedores junto aos bancos, para alongamento das dívidas, aumentaram muito, cerca de 37%, no ano passado. As chances de essas pessoas continuarem sem condições de pagar seus débitos são grandes. Tal como as pessoas físicas, as jurídicas também estão bastante endividadas. Mesmo sem contratar novos empréstimos, o setor produtivo vive momentos muito difíceis. A crise derrubou o faturamento, as dívidas cresceram, em relação à geração de caixa, o empresário não consegue mais tomar dinheiro emprestado, pois, com a capacidade de endividamento em baixa, os bancos endurecem as condições de novos financiamentos, até para compensar as perdas. Por outro lado, na eventualidade de equalizarem seus débitos, as empresas, por cautela, estão retraídas. Com pouca margem para investir, o empresário só voltará a fazê-lo quando estiver convencido de que a economia sairá da turbulência e entrará definitivamente nos eixos. Mais do que de esperança e entusiasmo, ele quer luz no horizonte, para trabalhar. Nenhuma mudança, Senhor Presidente, produzirá esse efeito da noite para o dia. Com pacto ou sem pacto, sejam quais forem as soluções que se venham a adotar, nada autoriza a pensar que farão a mágica de reverter a severidade desse quadro, de imediato. Ao contrário, o endividamento ainda tende a aumentar – e aqui me refiro igualmente a empresas e famílias –, antes de diminuir, ou, se preferirem, as coisas ainda vão piorar, antes de melhorarem. A retomada, sem data para começar e, muito menos, para ganhar solidez, será lenta. Outro ponto crucial é a questão fiscal. Esta é bem mais grave do que se imagina. Na verdade, o Brasil, nobres Colegas, está em pleno colapso das contas públicas, cuja reversão exigirá um plano vigoroso, ou falecerão todas as perspectivas de crescimento, para o curto e médio prazos. É lamentável, mas essa foi a “herança maldita” que o governo Dilma deixou para os brasileiros. A crise política não é, portanto mais, apenas, dos políticos. É do conjunto da sociedade, sem escolha de categorias, quaisquer que sejam. Em maior ou menor grau atinge todos, “democraticamente”. A Nação está tensa. Os cidadãos chegaram ao limite do suportável: a família não espera, o trabalhador não espera, assim como o investidor e o empreendedor não podem esperar. A opinião pública clama por uma saída, e, unidos, temos de buscá-la. Acredito no governo Michel Temer que esta promovendo mudanças esperançosas de dias melhores para nós, brasileiros. O futuro nos chama. O Brasil precisa voltar a olhar para a frente, com esperança e determinação. Vinicius Carvalho Deputado Federal
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